Gérard Castello-Lopes

Faleceu ontem um grande nome da Fotografia: Gérard Castello-Lopes.
Aqui o recordo através de palavras suas: (*)

"Pode-se ensinar fotografia? A minha resposta é não. Pode-se ensinar a técnica, o manuseamento correcto da máquina, a escolha certa dos tempos de exposição, as virtudes da profundidade de campo, os mecanismos complicados da revelação e da ampliação, as regras antigas da composição. Pode até ensinar-se a imitar o que os outros fizeram. O que não se ensina (o que não quer dizer que não se aprenda) é a ver. E é bom que assim seja. Se todos tivéssemos o olhar do Cartier-Bresson, todos fotografaríamos como ele, o que, além de monótono, seria triste. A aprendizagem do olhar faz-se só. Não serve adoptar o olhar de um mestre senão para tentar ir mais longe do que ele ou, por rebeldia, fazer o que ele não fez"

(*) Reflexões sobre Fotografia - Eu, a Fotografia, os Outros  (Assírio e Alvim)

"Prémio sai meia de Educação Cívica para o Senhor Professor"


Na sequência de "posts" anteriores, aqui deixo mais um "Prémio" relativo ao problema do T&E nesta cidade. Também este se encontra no site da Câmara desde 6 de Janeiro.




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"Prémio encomendámos 6421 há 10 anos e só nos mandaram 1"




Coloquei esta fotografia com o mesmo título (registada numa rua do centro desta cidade), no "site" da Câmara Municipal, no dia 3 de Janeiro deste ano.
Devo realçar que os automobilistas cumprem escrupulosamente a regra que se lhes impõe, não estacionando na rua.


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Crónica de uma morte (lenta) anunciada

Um intervalo nesta viagem histórica pelas ruas de Torres Vedras para mostrar como é tratado o cidadão quando não está com o assento colado no banco  do seu automóvel.
Esta cidade tem bandeiras içadas no edifício da Câmara Municipal como prémios por aquilo que tem feito em benefício da mobilidade (!) e este é apenas um exemplo.
Coloquei esta sequência fotográfica no "site" da CMTV" no dia 11Jan2010
Veja aqui

Viva Handel!

14ª história - Praça Gulbenkian



Uma das Praças mais conhecidas da cidade e das mais movimentadas é palco diário dos maiores atropelos ao T&E e à circulação pedonal. A Poente, uma rotunda (do hospital), a Nascente, a rotunda da Henriques Nogueira, como é conhecida, a qual, ao fim de mais de dois anos com blocos de cimento, surgiu com novo visual. Anteriormente era um cruzamento que cumpria cabalmente a sua função.
Entre uma e outra há duas vias de circulação em cada sentido, perfeitamente definidas. Na via direita ascendente existe uma paragem dee TUT e uma paragem de autocarros interurbanos perfeitamente assinaladas. Cumulativamente proibe~se nessa mesma zona a paragem e estacionamente de veículos pesados (!), excepto autocarros.

Sucede que são raríssimos os automobilistas que utilizam essa via, quer haja quer não haja veículos nela estacionados, supondo, que se trata de via bus.
Os engarrafamentos de trânsito na rotunda do hospital têm aqui a principal razão. Se a isto se acrescentar o estrangulamento (tipo ampulheta) na rotunda da Henriques Nogueira (situação que não se verificava quando era cruzamento) teremos o filme completo da confusão diária.
As fotos acima são elucidativas. Até a PSP colabora...









13ª História - Rua Princesa Benedita



Como se sabe, esta rua tem dois sentidos ainda que não pareça. Tal se deve, em parte, à apregoada educação cívica dos pais das crianças da Escola ali situada e à permissividade da PSP mais preocupada no controlo dos parcómetros. Tudo isto se passa junto à C.M.!

Antes de fechar, uma outra curiosidade, não sobre este tema, mas relativamente à Mobilidade, tema que a edilidade muito presa: mesmo em frente do edifício da C.M. existe um moderno prédio cuja principal entrada dista da rua 16 degraus 16. É certo que existem mais duas entradas, uma à direita, de esquina, com 6 degraus e outra no extremo do alçado Sulde nível, bem longe da principal. Certamente com licenciamento legal, não deixa de ser aberrante.

          

12ª história . Rua Henriques Nogueira

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Para oferecer mais lugares de estacionamento, a C.M. alterou a forma de estacionamento numa parte da rua: de longitudinal passou a transversal. Marcaram-se os lugares em conformidade mas não se aproveitou a ocasião para impedir as segundas filas, o que facilmente se conseguiria se os lugares tivessem ficado com dimensões adequadas a veículos normais, cortando à frente o que sobra atrás.
A fotografia mostra o espectáculo diário.
Esta situação, como a da rua vizinha, Santos Bernardes, é definidora de quanto errado é, em minha opinião, o conceito de estacionamento que deve ser adoptado nos tempos que correm. Dizem os nossos governantes que sempre que são criadas zonas de estacionamento pago, se facultam outras não pagas, por perto.
Tal conceito leva a que o automobilista se desloque para essas zonas à procura do estacionamento não pago, optando depois por zonas pagas ou então pelas segundas filas, se for possível.
Para quem se queixa que são aos milhares os carros que diariamente percorrem a cidade, não está mal.



                                                   

11ª história - Praceta Dr Vilela

 Separada pela pequena rua Brandão de Melo, surge a Praceta. Observada aos fins de semana é um local aprazível. As árvores, o lago, o espaço ajardinado, os bancos não merecem a anarquia do dia-a-dia causada pelos carros que se amontoam por todo o sítio. Não passa de um parque de estacionamento que bem poderia ser melhorado com duas cancelas para entradas e saídas dos variados veículos!!!. Nenhum espaço é poupado, nem passadeiras nem as zonas que as precedem. Na ala Nascente existe um sinal que limita o estacionamento a 1 hora. Tem piada. A PSP, essa entidade que se diz de segurança pública, sabe obviamente  o que ali se passa mas não actua. Falta-lhe não só competência como formação moral e cívica.
A dois passos dali existe o parque da CM sempre subaproveitado.
Junto algumas fotos

10ª história - Rua Santos Bernardes

Uma das principais ruas da cidade. Bem no centro. Pastelarias, restaurantes, moda, super mercado, farmácia, bancos, seguros .etc, tudo isto  há por ali.
Ainda que bem servida de estacionamento, desde o gratuito ao pago (em parcómetros e  parques subterrâneos), a maioria dos automobilistas  rejeita-os porque é uma estafadeira e daí decorre o estacionamento tipo “não estorva”, com a conivência da PSP
Ao fim de tantos anos de governação, a CM ainda não concluíu que, não estando a corporação policial interessada em cumprir a sua missão, haveria que criar condições de modo a dela prescindir. Não é preciso “ter estudos”, basta ter olhos,  para se poder afirmar que o que por ali acontece tem características terceiro-mundistas.
Ver o que se passa nas cidades vizinhas seria de muita utilidade…
Sendo uma rua em que o trânsito flui num só sentido ( “rua de proibição de inversão de marcha”, * como a CM as baptiza ) façam-se alterações por forma a que delas decorra  a impossibilidade de”bagunçar” por ali. Com meia dúzia de tostões reduz-se o tamanho dos lugares na "biqueira" do estacionamento vertical e colocam-se  pinos (que devem ter esgotado) em frente ao CPP
Numa 2ª fase, ainda com um orçamento de trocos, alterar-se-ia  o estacionamento em frente ao edifício Arandis,  para vertical (ou oblíquo) e colocavam-se pinos no rebordo do exíguo passeio do outro lado da rua.
A ser assim, não tardaria que a inteligente freguesia concluísse que por ali  nada a fazer…
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(*) Também nesta rua é possível confrontar a PSP com a sua ignorância: Se tem o seu carro estacionado verticalmente (de frente ou traseira) e se pretender ir para os lados do Tribunal, não terá necessidade de subir até à rotunda do Hospital, descer a TJP rumo ao Agostinho. Basta-lhe fazer a mesma manobra de saída , descer até à Rua Brigadeiro Neves Costa  e percorrê-la.  Se o polícia o/a  interpelar terá ocasião de lhe dizer que não cometeu qualquer infracção. Com um pouco de paciência poderá elucidá-lo em conformidade…
Sucede que há Escolas de Condução nesta cidade que afinam pelo mesmo diapasão.
Claro que isto só acontece em Torres Vedras.




A 9ª história - Rua Carlos França

Sem qualquer dúvida, a situação que melhor retrata a incompetência dos responsáveis:
O Código de Estrada define regras claras para informar e proibir em termos de sinalização. Vermelho para proibir, azul para informar. É o que se vê por esse país fóra, por essa Europa também. Mas não aqui em Torres Vedras. Esta rua tem a particularidade de proibir e simultaneamente informar. Proibir a inversão de marcha na mesma via, que outra não há, e informar que circular é pra lá e pra cá, sem via marcada  pra utilizar!
Pior não há!!!
Acrescente-se que, após o cruzamento seguinte (rua Brigadeiro Neves Costa) utilizou-se (certamente por engano...) o sinal adequado, curiosamente o 2º em toda a cidade.



A 8ª história - Rua Batalha Reis



Deixo a PSP e a sua rua e vou para a Batalha Reis, de único sentido, do qual nos apercebíamos  ao ver a sinalização depois de nela termos entrado de automóvel. Tardou a rectificação e aí a temos agora com as inevitáveis e  constantes segundas filas em locais proibidos devidamente assinalados. Realce-se o à vontade com que os automobilistas deixam  o carro  junto às passadeiras e a anuência da PSP por tais desplantes.
Por fim, não deixa de ser curioso que os pinos se mantenham ainda no passeio dos Correios, só servindo para umas amolgadelas das portas dos carros...
Esta rua é atravessada por uma outra, de seu nome Carlos França. Dela me ocuparei no próximo post.
E já vão oito!

Entrevista do Sr.Vereador Carlos Bernardes (*)

Finalmente o trânsito e estacionamento deixou de ser um problema tabú para a Câmara Municipal. O Sr. Vereador que coordena o respectivo pelouro falou ao jornal "Rifão Quotidiano" e satisfez a curiosidade dos torrienses, que já começavam a ficar incrédulos.
Aqui fica a entrevista
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(*) Esta entrevista, obviamente fictícia, contém elementos retirados de declarações do Sr. Vereador à imprensa.
Sim, sim, Joaquim, é isso. Mas dá-me um certo gozo denunciar estas patéticas situações.


Recordo, a propósito, versos do "País Relativo" do O'Neill.

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País dos gigantones que passeiam
a importância e o papelão,
inaugurando esquichos no engonço
do gesto e do chavão.

E ainda há quem os ouça, quem os leia,
lhes agradeça a fontanária ideia!
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Nhurro país que nunca se desdiz.
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Agradeço o teu post e aqui vai foto, especialmente para Ti.  É um motivo torriense, perto dos stands de automóveis, na saída Sul.
As fotos não se querem bonitas mas esta é mesmo fofinha...
Abraço fraterno





A 7ª história (Rua Manuel César Candeias)



Depois de uma abordagem histórica, o regresso à cidade e às histórias das suas ruas.

Agora a 7ª, a propósito da rua Manuel César Candeias, a da Policia. Como em muitas outras, também ela mereceu, por parte da CM, a classificação de “rua de proibição de inversão de sentido de marcha”. A PSP também lhe atribui este título e acha bem.  É por isso (!), disseram-me na Esquadra,  que “é uma rua de sentido único  e para não se colocar um sinal de 10 em 10 metros coloca-se só um no princípio”!
No fim da rua não se pode virar para a esquerda, está lá o sinal e bem. Como bem poderia estar no princípio da rua, ao lado do outro da mesma família, disse eu,  explicando porquê, mas aqui o agente, irritado, quebrou o diálogo e mandou-me estudar o código...
Uns dias antes consultei duas Escolas de Condução da cidade para saber como deveriam ser sinalizadas tais ruas e o meu espanto foi maior: “O sinal está bem, mas certo, certo, era colocar também o de “sentido único”!! Numa outra Escola foi-me dito que sim, estava certo e que a “proibição funcionava até à próxima intersecção”!!!

Câmara Municipal, Policia, Escolas de Condução?!?!
Viva Torres Vedras!

O 1º Sinal de Trânsito da cidade de Lisboa (Rua do Salvador, Alfama)




"Ano de 1686 - Sua Majestade ordena que os coches, seges e liteiras que vierem da Portaria de
S.Salvador, recuem par a mesma parte"

Trata-se do 1º Sinal de trânsito da cidade



A Rua do Salvador na década de 1980 (Jornal "A Capital" de 16 de Abril 83)
Visível a D.Conceição




A Rua do Salvador na actualidade, vendo-se a placa no canto inferior direito




A D. Conceição à porta de sua casa no Pátio dos Quintalinhos, às Escolas Gerais.


Conhecemo-nos em 2006 (tinha ela  92 anos)  quando ali me desloquei para registar umas fotos do local onde funcionou a 1ª Universidade portuguesa, em 1290, a mando do Rei D.Dinis.
- Aqui mesmo, disse-me, apontando para o interior da casa, era uma sala de aula...!
Foi esta Senhora quem  me transmitiu informação histórica que desconhecia. Foi ela quem me ofereceu um exemplar do  do Jornal  "A Capital" com uma reportagem sobre o assunto.
Visitei-a várias vezes e ofereci-lhe esta fotografia emoldurada. Nunca mais ali fui, depois de, da última vez, me ter dito que não sabia quem eu era...
Soube, entretanto. da sua morte.       



O que se escreveu, a propósito...
       
  "Pela estreiteza das antigas ruas, pela sua tortuosidade...uma das dificuldades da polícia era os atropelamentos e os encontros forçados de dois coches ou liteiras onde o recuo era extremamente penoso e impossível voltear ou tornejar".
"Daí se originavam contendas medonhas entre os lacaios e até os próprios amos não lhes eram indiferente. Da vozearia passava-se a vias de facto; e, por causa de dois coches embetesgados numa viela esconça amotinava-se um bairro" (Júlio Castilho)
Para pôr cobro a esta situação, D.Pedro II manda publicar legislação adequada da qual este sinal é um exemplo. Placas semelhantes foram colocadas na Calçada de S.Vicente, S.Tomé, Largo de Sta Luzia, etc.
Os infractores "eram punidos com cinco anos de degredo para a Baia, Pernambuco ou Rio de Janeiro e dois cruzados de multa, salvo chegando a ponto de puxarem por armas porque então lhes cominavam as penas dos desafios"
Por melhores que fossem os propósitos régios, era praticamente impossível resolver os problemas do trânsito face às dimensões dos coches e liteiras e à estreiteza das ruas.



A 6ª história (Rua da Várzea+Largo do Palácio da Justiça)

Volto às Ruas e às suas típicas situações. Agora a da Várzea, estreita também e de um só sentido, inevitavelmente, que nem era preciso dizê-lo ou mostrá-lo. Mas a CM, ao enfatizar, estampa-se e soma mais um desastre.
Por esta Rua se chega ao Tribunal, cujo Largo é servido por dois parcómetros que se avariam com frequência, facto que tem merecido reparos dos utentes. Nestes, não se incluem, obviamente, os autorizados, nem os que, por  razões obscuras, se servem da zona circundante do Palácio, especialmente nos dias soalheiros de verão.
Deste Largo pode entrar-se na Rua Maria Barreto Bastos, mas, atenção, nada de peões porque a Câmara proíbe.

JMD


Um intervalo nestas histórias para deixar aqui uma fotografia que fiz há um bom par de anos na Estação de Sete-Rios
É para Ti, JMD
Um Abraço
ALA

A 5ª história (Rua de Sto António)

Pequena e estreitinha, “afluente” da de S.Gonçalo de Lagos, dá acesso ao bonito Largo de Sto António e também ao Castelo.
Antes de entrar na rua, o automobilista é informado e proibido de...inverter a marcha!
Nem mais, como na vizinha da Horta Nova.