Mobilidade


Transcrevo o post que acabo de colocar no site da CMTV, a propósito de uma situação que por ali se vive desde que o Bairro foi construido. Inqualificável quadro que mostra bem o conceito de cidadania dos responsáveis autárquicos.
O Presidente escuda-se na sua falta de poder para resolver este e outros problemas de estacionamento, não se cansando de atribuir tal tarefa à PSP. Esta, por sua vez, é de uma inefícácia e incompetência confrangedoras. A cidade, essa, vai vivendo em ambiente selvagem, em total desgoverno. Ano após ano...há muitos anos.
Cidades vizinhas, como Lourinhã, Caldas da Rainha, Mafra, etc, têm sabido resolver estes problemas.







Não eram, eventualmente,  estes carros,  mas a posição é idêntica.
 No início da tarde de 2ªfeira,dia 21 de Fevereiro,  um grupo de alunos da APECI  (um dos quais em cadeira de rodas) acompanhados de uma educadora, foi obrigado a ir para a estrada na impossibilidade de utilizar o passeio.
 Esta situação e outras similares, que constituem a imagem de marca da cidade, têm a vantagem de libertar os responsáveis da  “ponderação dos prós e contras” quando está em causa a  sua solução, tão evidente ela se torna. 
Não é preciso pensar.
Basta querer.
A bem da Mobilidade
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P.S. Não é a 1ª vez que me refiro a esta aberrante situação.

Gérard Castello-Lopes

Faleceu ontem um grande nome da Fotografia: Gérard Castello-Lopes.
Aqui o recordo através de palavras suas: (*)

"Pode-se ensinar fotografia? A minha resposta é não. Pode-se ensinar a técnica, o manuseamento correcto da máquina, a escolha certa dos tempos de exposição, as virtudes da profundidade de campo, os mecanismos complicados da revelação e da ampliação, as regras antigas da composição. Pode até ensinar-se a imitar o que os outros fizeram. O que não se ensina (o que não quer dizer que não se aprenda) é a ver. E é bom que assim seja. Se todos tivéssemos o olhar do Cartier-Bresson, todos fotografaríamos como ele, o que, além de monótono, seria triste. A aprendizagem do olhar faz-se só. Não serve adoptar o olhar de um mestre senão para tentar ir mais longe do que ele ou, por rebeldia, fazer o que ele não fez"

(*) Reflexões sobre Fotografia - Eu, a Fotografia, os Outros  (Assírio e Alvim)

"Prémio sai meia de Educação Cívica para o Senhor Professor"


Na sequência de "posts" anteriores, aqui deixo mais um "Prémio" relativo ao problema do T&E nesta cidade. Também este se encontra no site da Câmara desde 6 de Janeiro.




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"Prémio encomendámos 6421 há 10 anos e só nos mandaram 1"




Coloquei esta fotografia com o mesmo título (registada numa rua do centro desta cidade), no "site" da Câmara Municipal, no dia 3 de Janeiro deste ano.
Devo realçar que os automobilistas cumprem escrupulosamente a regra que se lhes impõe, não estacionando na rua.


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Crónica de uma morte (lenta) anunciada

Um intervalo nesta viagem histórica pelas ruas de Torres Vedras para mostrar como é tratado o cidadão quando não está com o assento colado no banco  do seu automóvel.
Esta cidade tem bandeiras içadas no edifício da Câmara Municipal como prémios por aquilo que tem feito em benefício da mobilidade (!) e este é apenas um exemplo.
Coloquei esta sequência fotográfica no "site" da CMTV" no dia 11Jan2010
Veja aqui

Viva Handel!

14ª história - Praça Gulbenkian



Uma das Praças mais conhecidas da cidade e das mais movimentadas é palco diário dos maiores atropelos ao T&E e à circulação pedonal. A Poente, uma rotunda (do hospital), a Nascente, a rotunda da Henriques Nogueira, como é conhecida, a qual, ao fim de mais de dois anos com blocos de cimento, surgiu com novo visual. Anteriormente era um cruzamento que cumpria cabalmente a sua função.
Entre uma e outra há duas vias de circulação em cada sentido, perfeitamente definidas. Na via direita ascendente existe uma paragem dee TUT e uma paragem de autocarros interurbanos perfeitamente assinaladas. Cumulativamente proibe~se nessa mesma zona a paragem e estacionamente de veículos pesados (!), excepto autocarros.

Sucede que são raríssimos os automobilistas que utilizam essa via, quer haja quer não haja veículos nela estacionados, supondo, que se trata de via bus.
Os engarrafamentos de trânsito na rotunda do hospital têm aqui a principal razão. Se a isto se acrescentar o estrangulamento (tipo ampulheta) na rotunda da Henriques Nogueira (situação que não se verificava quando era cruzamento) teremos o filme completo da confusão diária.
As fotos acima são elucidativas. Até a PSP colabora...