O que eles disseram:

“Ao longo dos próximos dois meses vamos reconverter os 25 parquímetros antigos e, até Janeiro, instalar os restantes para ter o sistema integrado de estacionamento a funcionar na íntegra até ao final de Março” (Declaração do vice-presidente da Câmara, Carlos Bernardes à agência Lusa, transcrita no jornal “Badaladas  de 15 de Novembro de 2013)
Como não se passou ainda da dita reconversão, como as áreas de estacionamento gratuito ainda não são parques, como há ruas sem marcações de estacionamento, tudo leva a crer que o sistema integrado de estacionamento não irá funcionar na íntegra na data prevista.

Escrevi isto em 18 de Março deste ano no site da  CMTV

Meu dito meu feito! Março já lá vai e a cidade continua como sempre: um palco de actores medíocres e irresponsáveis numa peça sem encenador onde cada um improvisa à sua maneira.

Esquece-se que o Regulamento de Trânsito não deixou de existir pelo facto de se pretender a sua actualização e é incompreensível que não se perceba que depois de tantos anos de péssimas habituações, não se introduzam medidas drásticas de fiscalização, como seja, os bloqueadores. Acresce que tarda a entrada em funções dos novos elementos de fiscalização.

A necessidade de um período de sensibilização face ás novas medidas do Regulamento, (como já foi dito), para além de protelar a sua  entrada em vigor, corresponderá a um aval à indesculpável  ignorância dos automobilistas.

Não me parece que haja lugar a tolerar por mais tempo comportamentos de pessoas que não respeitam as exigíveis regras de convívio social e, tudo o indica, teimarão em ignorá-las.
A fotografia em baixo mostra o mau exemplo de cidadãos com responsabilidades acrescidas.
Quem educa quem?














Circulando, de novo, pela cidade

Há muito tempo que não venho aqui ao blogue.  Volto agora com o propósito de continuar a referir-me ao tema do T&E, (e não só), assunto que preso e que também representa a maior preocupação do Presidente.
O Regulamento de Trânsito de 2009, cuja entrada em funcionamento “na íntegra” se prevê para fim de Março corrente, tem sido bastante discutido na imprensa da cidade e noutras instâncias. Também o Forum do site da Câmara  a ele se tem referido.
Os dois textos que seguem foram nele publicados.
 O primeiro , em Dezembro de 2013, por altura do anúncio do alargamento da zona de parquímetros .
 O segundo,  a propósito do Parque de estacionamento da Câmara Municipal.


"Uma multa de trânsito não é um acto de justiça, é sinal de pouca sorte”

Fui ontem, de manhã, dia 12 de Dezembro,  ao centro da cidade para fazer umas compras  numa loja do “Comércio tradicional”. À porta do estabelecimento  estavam estacionados os carros do(a) comerciante e o de um(a) empregado(a). Não havia nenhum lugar vago em toda a rua. Como só me interessava aquele estabelecimento, voltei à tarde. Constatando que os “residentes”  ainda lá estavam e que continuava a não haver nenhum lugar vago,  segui, com muita pena,  para o Arena Shoping, estacionei  gratuitamente num dos pisos e fiz a minha compra.
Isto não aconteceu mas podia ter acontecido.
Deixo aqui uma pequena amostragem de entradas de automóveis na cidade, em Fevereiro de 2008, num período compreendido entre as 09.00h e as 10.30h
Ontem como hoje, a maioria destes carros ocupa a cidade, oferecendo um deplorável e lamentável espectáculo
Trata-se de uma situação que nunca vi denunciada pelas chamadas forças vivas desta cidade, nomeadamente Associações, partidos políticos, grupos organizados de cidadãos, etc, etc
A festança é diária e tudo corre sobre rodas!  Calmamente…
Isto foi (e continua a ser) Torres Vedras, cidade onde valem (e se consentem) todas as espécies de tropelias e irregularidades  perpetradas por cidadãos  que me abstenho de qualificar.
Diz Manuel João Ramos no livro “Sinais do Trânsito”, que “hoje uma multa de trânsito não é um acto de justiça, é sinal de pouca sorte”. Transgredir quer dizer “ter o azar de ser apanhado por um polícia…” E diz mais: “Tanto faz cumprir uma regra como não. Os sinais de proibição ou obrigação já não são portadores de informação pertinente- não exigem, sugerem…os polícias deixaram de perceber a sua missão…agem como cidadãos … em vez de policiar, interpretam (como os condutores) as regras. Tanto faz multar como não”
 Os torrienses auto-mobilizados têm sido, ao longo dos anos, esses sortudos e já deram por adquirido esse estatuto quando utilizam discricionariamente os espaços à sua volta. Por isso sentem agora o tapete a fugir-lhes debaixo dos pés e começam a derrapar.
Avançam com medidas de um provincianismo pacóvio ( para uma cidade cujo centro cabe num quarteirão da baixa  de Lisboa), como seja a criação de escalões e  oferecem  um dia de estacionamento para quem, p.e., compre um par de sapatos,  ou duas horas para beber umas bejecas!!!   É isso?


Este parque não é para todos

Contrariando a minha determinação de deixar de frequentar este  parque público do edifício da C.M., face às limitações que são impostas aos utilizadores, avalizadas, aliás, pelo seu Presidente), a ele voltei.  Recorri ao elevador para sair (ao arrepio da norma imposta ) , face às reclamações das minhas artroses e outras maleitas.
Cheguei ao átrio deserto às 17.30, os serviços já estavam encerrados e a porta para o exterior estava fechada. Fui informado pela empregada de limpeza que, para sair para o exterior  teria que voltar ao parque ou então utilizar um corredor dos serviços (!), o que fiz. Se  fosse um utilizador esporádico teria lamentado e  aceite de bom grado a informação de  que a “saída para a avenida 5 de Outubro  estava  temporariamente fóra de serviço”, mas como não sou, continuo a dizer que se trata de um completo desaforo uma vez que NUNCA funcionou.
Para os utilizadores desprevenidos  aqui deixo algumas informações úteis sobre este parque público:
Abre às 08h e fecha às 20h;
Ao sábado fecha às 14h;
Sai-se para o exterior por escadas de 49 ou 52 degraus, conforme o piso;
 O elevador funciona de acordo  com o horário da C.M.. até às 17.30h durante a semana;
Ao sábado não há;
O horário nas placas "Elevadores - Câmara Municipal 08.30-19.00" está, consequentemente, errado;
Veja-se a foto:






A Escultura

                   



                        A fotografia acima mostra (!?) o ex-Largo do Grilo que integra uma zona recentemente requalificada. Como era de prever os costumeiros invasores ocultam a escultura ali colocada descaracterizando o espaço.Bem se pode dizer que, face à vizinhança, se trata de "Natureza Morta"
      

                    AS AGOSTINHAS




Desde que ando por aqui, e já lá vão quase dez anos, não têm conta as vezes que os membros da Autarquia responsabilizam os automobilistas pela sempre agravada situação do T&E.
Coitado do civismo que tanta pancada tem levado e que continua a ser o álibi para esta fatalidade.
Mas as bicicletas de partilha já cá estão e os torrienses e os turistas até podem utilizá-las para subir ao Castelo nas eléctricas, que também as há. Mas isto só vai acontecer em Junho. Entretanto o Vereador Carlos Bernardes foi adiantando, através da imprensa local, que não tem de haver espaços exclusivamente dedicados à bicicleta, na sequência daquilo que o Presidente já havia dito  no site da C.M.: hoje, o convívio do peão e da bicicleta no mesmo espaço é aceite e recomendável e é para aí que temos que caminhar. E mais disse o Vereador  que a Autarquia vai apostar em campanhas de sensibilização…
Estou inteiramente solidário com tais opiniões e intenções, mas confuso quanto aos propósitos já assumidos pela C.M.relativamente à criação das cinco Ciclovias a que a Revista de Nov/Dez de 2011  da Autarquia se referia, em texto acompanhado de curiosas fotografias.  São elas a “Linha da História” (apadrinhada por João Roque), a “Linha Verde” com Leonel Miranda como padrinho, a “Circular Joaquim Agostinho”, esta com Ana Agostinho como madrinha, “A Linha da Água”(apadrinhada por Francisco Miranda) e a “Linha do Comércio” com Jorge Silva como padrinho. Com isto se pretende, no dizer do articulista “criar uma nova cultura (!!!) de mobilidade”
Entretanto, e enquanto se aguarda por Junho, os torrienses, os estudantes e os turistas vão continuar a desfrutar da desoladora paisagem que a denominada Ciclovia das Escolas lhes oferece e a interrogar-se (não todos evidentemente) se as ditas que se anunciam são mesmo para cumprir ou se não seria melhor descartá-las.
Será bom ter presente que as “Agostinhas” serão obrigadas a circular pelas Ciclovias. Imagine-se o espectáculo nos passeios da Henriques Nogueira, no espaço (...) reservado aos ciclistas. A menos que a Autarquia acabe também com esta "coisa" a que a C.M. chama de Ciclovia das Escolas e que só serviu para ser inaugurada numa cerimónia muito parecida com a que a foto acima ilustra.


Volto ao assunto do Trânsito e Estacionamento na cidade de Tores Vedras:
                                                   
                                                     O "PINO"

Vê-se em todas as cidades e vilas mesmo naquelas onde a fiscalização existe. Agora que o “Sistema informático de gestão de estacionamento na cidade”  jaz no seio da Justiça, bem faria a C.M.se, face á inoperância da suprema autoridade policial (a qual continuará, por certo, a manifestar-se), apontasse baterias para impedir, de facto, o estacionamento abusivo e corrigir situações anómalas.
O PINO é a solução e já se vêem sinais de que a C.M. se vem orientando neste sentido.
Há, contudo, que cuidar do aspecto estético e ambiental. Faz pouco ou nenhum sentido que na cidade se utilizem cerca de 15 tipos de pinos ou similares que desempenhem as mesmas funções.
Desde o Modelo CMTV (o 1º que vem do séc.passado), aos cilíndricos, às bolas, aos retrácteis, às grades de vários tipos, aos cubos de pedra, aos cilíndricos de pedra, aos blocos de cimento, até aos recentes da zona pedonal do Largo de S.Pedro, é muita coisa para tão pequena cidade!
Num pequeno percurso com início na Rua João L.Moura (Mercado) até ao Largo do Tribunal, passando pelo Largo de S.Pedro, Rua Gago Coutinho, Terreirinho, Rua Francisco X.de Melo, Rua da Várzea, podem ver-se  13.  Só nesta última rua há 4 !!!
As nossas vizinhas Lourinhã e Caldas são uma excepção a esta regra: Não vi pinos no centro destas cidades. Na vila de Mafra creio que só há 3 tipos e noutras cidades que conheço nunca vi tal diversidade.