Parabéns a Claude Lelouch

Recordo aqui, por ocasião do seu aniversário, o filme "Um homem e uma mulher" de Claude Lelouch, cineasta da "Nouvelle Vague", o qual tanto êxito teve na altura da sua estreia em 1966. Ficou famosa a sequência final num travelling circular que aqui trago:

Completo com uma breve referência a este movimento, cujos cineastas mais relevantes são Jean-Luc Godard, François Truffaut, Alain Resnais, Jacques Rivette, Claude Chabrol, Eric Rohmer e Agnès Varda, muitos deles ligados, como críticos à revista "Cahiers du Cinema".

"As características mais marcantes deste estilo são a intransigência com os moldes narrativos do cinema estabelecido, através do amoralismo, próprio desta geração, presente nos diálogos e em uma montagem inesperada, original, sem concessões à linearidade narrativa. Os autores desta nova forma de filmar detestavam muitos dos grandes sucessos caseiros do cinema francês"

Nos Estados Unidos, e não só, fez-se notar a influência deste movimento, nomeadamente nos filmes de Francis Ford Coppola, Brian De Palma, Martin Scorsese e George Lucas, renderam homenagem à vaga que começou a frutificar com o Bonnie and Clyde de Arthur Penn.


PASTORÍCIA

Junto duas fotografias que registei recentemente, (foto 1 e  foto 2) nas imediações da Ponte do Rol, junto a uma ponte que, segundo me disseram no local, pertence também à freguesia da Bordinheira. Não sei se seria este o sítio que deu origem ao nome da Freguesia uma vez que " o nome de Ponte do Rol deve a sua origem à passagem de um dos reis portugueses por aquele lugar, ao qual pedindo-lhe o povo que lhes mandasse fazer uma ponte sobre o rio Sizandro, ele prometeu-lhes que sim, tornando o povo na despedida a lembrá-lo, ao que ele respondeu "vai na ponta do rol".(Wiquipedia) Curiosamente, foi junto a uma ponte sobre o rio Sizandro, (a qual,  segundo me disseram no local, pertence a duas freguesias), que fiz as fotografias.



Das várias Escolas por onde passei, de uma guardo excelentes recordações.
Feita de barracões podres, de tabopan ou coisa parecida, com a Curraleira de um lado e a Picheleira, bairro antigo, do outro.
O Fernando Martins, que foi gente importante no Benfica, tentou (e conseguiu) que os autocarros da Carris que embandeiravam Picheleira (nome feioso, que ainda por cima se confundia com Curraleira!), passassem a dizer Olaias, o bairro que então construía para a alta burguesia da época.
Em frente da Escola morava uma pequena comunidade cigana que nunca causou problemas, àparte pequenas, mas raras,  quezílias familiares.
Volta não volta aparecia por ali a policia especializada para resolver conflitos a Sul e levar os traficantes para residências de pequena duração! Nessa ocasiões o portão da Escola fechava-se  e ninguém podia entrar, nem sair, porque, por vezes, havia balas a assobiar. Isso motivava contratempos, especialmente a quem tinha que ir buscar as crianças aos infantários ou programado um cineminha, um encontro ou coisa parecida!...
Este quadro nunca me perturbou e foi o melhor período da minha vida escolar. Dez anos ali estive. É certo que era dos poucos que tinha boas condições de trabalho, num grande Pavilhão gimnodesportivo, mas isso pesava pouco na balança.
A Escola chamava-se Cesário Verde, já não existe
O Cesário ficará.
Sempre.
Aqui o deixo para quem ama a Poesia


POR QUE NINGUÉM FALA DISTO ?

Dos solitários estacionamentos para bicicletas espalhados pela cidade e que não têm qualquer utilidade.
Das obsoletas marcações da Ciclovia das Escolas, e da ridícula sinalização vertical nos passeios da Henriques Nogueira  (Já alguém viu um ciclista a subir ou descer por ali?)
Da Ciclovia do Barro (uma alternativa ao automóvel, está escrito) a que só o parceiro Belmiro deu (por contrapartida) alguma importância, cujo traçado, depois de abalroar na entrada do parque do Sporting (uma autêntica espelunca ) termina abruptamente na  Expotorrres devido às obras do Terminal Rodoviário.
Para que serve este mamarracho?
Do Caminho Rural  Expotores - Foz do Sizandro (uma mais valia para os agricultores) é disso que se trata, mas pomposamente apelidada de "Ecopista do Sizandro" ... a primeira  ecopista do concelho", ( também está escrito ) e, nem assim, correctamente sinalizada.
Dos moribundos "placards" informativos  colocados na Expotorres,  a aguardarem apodrecimento definitivo.
Da inclusão da Ciclovia das Escola e da "Ecopista", no site da C.M. debaixo  das saias das "Agostinhas.
Do Programa das Ciclovias, luxuosamente propagandeado na Revista Municipal e que apenas serviu para inaugurar a primeira em 22 de Setembro de 2008, com a presença de padrinho ciclista e de todos os dirigentes. A primeira de um programa que inclui mais cinco (com padrinhos em lista de espera) e que deverá estar concluído em 2015.
Das duas (! ) passadeiras em tela para cegos na Henriques Nogueira. Se não tivessem posto nenhuma nem davam nas vistas...
Então o Plano de Mobilidade é só Automóveis,  Agostinhas, Bandeiras, Prémios, Discursos, Cidades inteligentes ....
 Não terá aqui cabimento a popular expressão de se ter andado a "atirar dinheiro à rua"?
 Junto alguma fotos que mostram PORQUE NINGUÉM FALA NISTO.

Estilo minimalista bem enquadrado no local. Cores suaves e pinos anti -vandalismo

Caminho da ciclovia

Miseria.   

 Vestígio 

Até a sinalização desapareceu

Não há Uma passadeira em toda a via

Nem a pé sede ir ver a morte lenta

Termino com mais uma esperançosa e inocente mensagem do Presidente da C.M.

"Há 40 anos atrás eram inúmeras as pessoas que se deslocavam de bicicleta para Torres Vedras, nomeadamente para a “Casa Hipólito” e para o “FAS”, sem ciclovias nem problema algum.
Daí para cá assistimos ao primado do automóvel que é rei e senhor do espaço público, seja ele qual for, inclusive dos passeios.
Não pode ser.
Temos de contrariar esta tendência.
A Câmara Municipal de Torres Vedras está a trabalhar nesta área com os melhores especialistas"


Conversa breve e proveitosa em Santa Cruz

Vou regularmente a Santa Cruz e estaciono o meu carro numa Praceta que outrora teve o nome de Dina Pereira, s.e. Como sempre vem acontecendo saio pelo lado contrário por aquele por onde entro, deixo a zona de parqueamento, viro à direita, entro na via principal, dou a volta à rotunda e rumo a Torres. É isso que a C.M. quer que eu faça e não é por discordar que tenho deixado de o fazer. Hoje foi dia de nova visita. Pelo caminho fui pensando que iria mudar a minha estratégia. Quando cheguei à rotunda dos anzóis já havia tomado a decisão de seguir em frente, para o Posto da GNR. Apenas queria saber se seria multado se "desobedecesse" ao sinal que a CM lá colocou, isto é, sair por onde entrei. Face às dificuldades em me fazer entender com a sra agente da recepção, fui aconselhado a esperar, o que fiz. Não tardou que dois agentes me tivessem seguido até ao local do disparate. Não tardou igualmente que ficassem a saber que a localidade onde prestam serviço, à semelhança, aliás, de todas as do concelho, faz o pleno de asneiras em matéria de sinalização de sentidos únicos de trânsito. Não tardou, finalmente, que ficassem esclarecidos e concordantes que, pelo menos em Santa, serei um privilegiado desobediente. Pedi-lhes para darem conhecimento ao Comandante do Posto P.S. Creio que a Praceta se chama Antero de Quental

Instantes de uma Assembleia Municipal em Torres Vedras


Dia 20 de Junho de 2014

Um Presidente de Assembleia Municipal de alto gabarito.

Uma Torres Vedras/Antes Parque Verde (APV),
Uma Torres Vedras/Depois Parque Verde (DPV).

Uma obra por todos apreciada,
onde não faltaram os habituais treinadores de bancada.

Cidade que se diz
ter a terceira maior feira generalista do País.

Festa de torrienses e limítrofes
em identificação indiferenciada e transversal
mais patente  na feira que no Carnaval mais português de Portugal.

Cidade onde se anda cada vez mais a pé em qualquer idade,
Não tardando que do Parque Verde
passando pelo Choupal
se possa dar a volta à cidade.

Cidade que não tem vitrinistas mas vai ter,
Que não tem pessoal para a biblioteca e não vai ter.

Que  tem rotundas que servem mais para circular
que enfeitar.

Moções que não o são,
Propostas que também não.
Um P.A.M paciente e pasmado
com a ignorância,
Um P.C.M. intranquilo e exaltado
com a falta de inteligência.

O Carnaval de Torres Vedras, o mais português de Portugal
a trocar o passo às marchas de Sto Antônio,
As marchas mais portuguesas de Portugal

E eu, depois de tudo isto, a lembrar-me do Pessoa:

 
http://arquivopessoa.net/typographia/textos/arquivopessoa-2978.pdf