O "TOUR"

A "Mobilidade", ou antes, A "Mobilidade sustentável " é uma das bandeiras que a Câmara Municipal de Torrés Vedras exibe orgulhosamente à população. Já em 2008 se dizia ser o "Ano da Mobilidade"!!!
Compraram-se bicicletas para recreio de fim de semana e alargou-se o estacionamento para a periferia da cidade em zonas essencialmente residenciais. 
E goza-se com isto.
Eu cá, também 

Esclarecimento necessário:
É importante ter algum  conhecimento dos nomes das ruas que refiro:


 Resolvi há dias percorrer o Centro Histórico com um amigo que não o conhecia.
Marcámos o encontro num domingo, numa conhecida cervejaria perto da Igreja de S.Pedro, onde almoçámos. 
Iniciámos a nossa caminhada pela Rua França Borges que nos levou até à Praça da República onde, por momentos, apreciámos a tranquilidade que aquele bonito espaço oferece.
Hesitei no percurso que, a partir dali, devia utilizar. Entre a Rua 9 de Abril, Serpa Pinto e  Paiva de Andrade, decidi-me por esta, que foi de automóveis e floreiras e que serve agora para passear.  Entrámos,  a meio caminho,  na Rua José Eduardo Cesar ou Rua das Tias (já vai havendo poucas), contornámos a casa de família do nosso querido Cardeal Patriarca pela " Praça da Batata" e seguimos para a conhecida Rua Serpa Pinto, que descemos até à Gago Coutinho. Com a Praça do Município ali à mão, foi essa a minha escolha, não apenas para o meu amigo apreciar a beleza arquitectónica do local, com o fragmento de fuste torso de pelourinho ali colocado, como também porque me propus percorrer o moderno e bonito "corredor pedonal" até ao Largo de Sto António. Atravessámos, assim,  a Rua Gago Coutinho com destino à Praça que muitos elogios mereceu do meu amigo. 
Entrámos na Travessa Luis Cardoso, prosseguimos pela Rua da Cruz, parámos por momentos na Cooperativa de Comunicação e Cultura ( pena estar fechada por ser domingo), continuámos pela Rua Elias Garcia até ao Largo de Sto António, o mais bonito da cidade, isto eu  disse ao meu amigo.
Já era tempo da pausa, que fizemos, aproveitada para admirar o local. Baterias carregadas, continuámos a caminhada.
Com calma e lentamente, que a subida era íngreme, alcançámos a Rua de Sto António, avançamos até às imediações do Castelo, e, depois de uma breve pausa para entregar uma prenda de anos a um amigo que habita na zona, descemos a Rua Luiz Boto Pimentel, virámos para a direita, ao fundo, para a Rua de Traz do Açougue, Rua da Cruz a seguir (onde já havíamos estado) e mais à frente para a Rua do Cavaleiro das Esporas Douradas que descemos até à Rua da Horta Nova.

Com um bar perto, entrámos para uma já apetecida bebida. Foi quando o meu amigo me perguntou se não me importava de voltarmos ao Castelo para o visitar. Claro que não me importei. Como o melhor caminho seria pelas Ruas da Cruz e Elias Garcia (onde já estivéramos) para elas nos dirigimos através da Rua dos Celeiros de Sta Maria. Virámos à esquerda para a Rua da Cruz, que o Largo era logo ali. Aproveitámos para mais uma olhada e seguimos na direcção do Castelo.
A visita foi longa e muito apreciada pelo meu amigo. 
Regressámos, descendo de novo a Rua Luiz Boto Pimentel, mas agora na direcção do Largo do Grilo ( há ali uma escultura que mal se vê), Rua  Mouzinho de Albuquerque depois em frente pela Rua Cândido Reis, Largo Infante D.Henrique, com a mais monumental fonte gótica nacional, de seu nome Chafariz dos Canos que o meu amigo adorou. Prosseguimos o nosso passeio pela rotunda do Viaduto dos Comboios , uma "xaropada" disse o meu amigo.  Achei graça ao comentário, por isso o menciono. Entrámos, a seguir, na Rua Ten.Cor. João Luis de Moura, a do Mercado, do qual a cidade se orgulha, e do Garrafão da Joana de Vasconcelos, de que uns gostam e outros não.
Como se fizesse tarde não tivemos tempo para apreciar a bonita igreja de S. Pedro no Largo do mesmo nome. Atravessei o Largo com a requerida prudência para não atropelar um peão desprevenido e prossegui com destino ao Parque de Santiago onde estacionei o carro.

E foi assim que acabou o "tour" que proporcionei ao meu amigo e que muito lhe agradou.
Acompanhei-o até ao seu automóvel que ali deixara.
Disse-me, no longo abraço do momento, que ficou surpreendido com a forma como a Autarquia propicia visitas desta natureza às pessoas com problemas de mobilidade e eu lhe respondi que " Torres Vedras é uma cidade inteligente...um município cada vez mais inteligente", que tem mesmo um "Selo" a comprová-lo. 
Pelo olhar pareceu-me não ter percebido.

Nota: Nada disto aconteceu mas poderia ter acontecido.


O LARGO FANTASMA

Toda a gente fala do Largo de S.Pedro mas o que é certo é que  o mesmo não está identificado, não existe uma placa que diga "Largo de S.Pedro. Desta feita a Autarquia chegou à conclusão que o mesmo não existe, sempre foi um espaço de atravessamento de ruas, embora os torrienses o conheçam como Largo de S.Pedro"
Presidente da Câmara ( Badaladas de 19 de Junho de 2015)


Quer dizer " O espaço de atravessamento de ruas " vai mudar de nome, passando a chamar-se "Largo de S. Pedro" com direito a placa  e a Estátua.
Espera-se agora que o " O espaço de atravessamento de ruas " deixe de existir porque não faz sentido que o Largo passe a ter dois nomes.

PPP


PINTORES E PINTURAS  PARA TORRES

A Câmara Municipal de Torres Vedras entende que ao cidadão auto-mobilizado não basta a sinalizacão vertical que o proíba de parar e estacionar.  Vai daí pinta os locais de amarelo convencida do êxito da redundância. 
Os cidadãos respondem. 
Falta agora pintar os passeios!



  



Dia Mundial da Poesia


21 de Março 
Antonio Reis


Sei
ao chegar a casa
qual de nós
voltou primeiro do emprego

Tu
se o ar é fresco

eu
se deixo de respirar
subitamente


         
       

TORRES VEDRAS

O Prémio

Cidade inteligente que caminha para cidade de excelência com estatuto de melhor cidade para viver com bom desempenho na área da sustentabilidade a melhor do país em educação ambiental onde os cidadãos podem fazer compras sustentáveis com provas dadas de ser amiga das famílias em autarquia familiarmente responsável num concelho mais acessível

Face a estes encómios e invejável currículum, e tendo em conta um desejo do Vereador Carlos Bernardes (*), tomo a liberdade de conferir à Autarquia, na pessoa daquele Vereador, o Prémio "Joaquim Vaquinhas" , ilustre cidadão que deu o seu nome à ÚNICA rua do concelho onde os cidadãos automobilistas são convenientemente informados que não podem sair por onde entraram.
Espero que este troféu  possa constituir um estímulo para ser feito o diagnóstico e decorrente acerto da aberrante situação que só esta C.M. perfilha.

Complemento o que referi, com a disposição legal lamentavel e indesculpavelmente ignorada pelos responsáveis e cuja leitura e interpretação recomendo (**)
__________________________________________________________________________

(*)   "Nós em Torres Vedras gostamos de ser avaliados...porque só com essa avaliação sabemos diagnosticar o percurso que temos vindo a fazer ...e a detectar os problemas"

(**) Sinais de proibição:
"Os sinais de proibição devem ser colocados na proximidade imediata do local onde a proibição começa, com excepção dos sinais «Proibição de virar à direita», «Proibição de virar à esquerda» e «Proibição de inversão do sentido de marcha», que podem ser colocados a uma distância conveniente do local onde a proibição é imposta"


Carlos Drummond de Andrade




Se fosse vivo faria hoje 112 anos. Recordo-o aqui através de um poema e de um texto.


                                                        QUADRILHA

João amava Teresa que amava Raimundo
que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili
que não amava ninguém.
João foi para o Estados Unidos, Teresa para o
convento,
Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia,
Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto
Fernandes
que não tinha entrado na história.

                                             
                                        QUEM NÃO TEM NAMORADO

   “Quem não tem namorado é alguém que tirou férias remuneradas de si mesmo. Namorado é a mais difícil das conquistas. Difícil porque namoro de verdade é muito raro. Necessita de adivinhação, de pele, de saliva, lágrima, nuvem, quindim, brisa ou filosofia.

Paquera, gabiru, flerte, caso, transa, envolvimento, até paixão é fácil. Mas, namorado, mesmo, é muito difícil. Namorado não precisa ser o mais bonito, mas aquele a quem se quer proteger e quando se chega ao lado dele a gente treme, sua frio e quase desmaia pedindo proteção. A proteção dele não precisa ser parruda, decidida ou bandoleira: basta um olhar de compreensão ou mesmo de aflição. Quem não tem namorado, não é que não tem um amor: é quem não sabe o gosto de namorar. Se você tem pretendentes, dois paqueras, um envolvimento e dois amantes, mesmo assim pode não ter um namorado.

Não tem namorado quem não sabe o gosto da chuva, cinema, sessão das duas, medo do pai, sanduíche de padaria ou drible no trabalho. Não tem namorado quem transa sem carinho, quem se acaricia sem vontade de virar sorvete ou lagartixa é quem ama sem alegria. Não tem namorado quem faz pacto de amor apenas com a infelicidade. Namorar é fazer pactos com a felicidade ainda que rápida, escondida, fugida ou impossível de durar.

Não tem namorado quem não sabe o valor de mãos dadas: de carinho escondido na hora em que passa o filme: de flor catada no muro e entregue de repente, de poesia de Fernando Pessoa, Vinícius de Moraes ou Chico Buarque lida bem devagar, de gargalhada quando fala junto ou descobre a meia rasgada; de ânsia enorme de viajar junto para a Escócia ou mesmo de metrô, bonde, nuvem, cavalo alado, tapete mágico ou foguete interplanetário.

Não tem namorado quem não gosta de dormir agarrado, fazer cesta abraçado, fazer compra junto. Não tem namorado quem não gosta de falar do próprio amor, nem de ficar horas e horas olhando o mistério do outro dentro dos olhos dele, abobalhados de alegria pela lucidez do amor. Não tem namorado quem não redescobre a criança própria e a do amado e sai com ela para parques, fliperamas, beira d’agua, show do Milton Nascimento, bosques enluarados, ruas de sonhos e musical da Metro.

Não tem namorado quem não tem música secreta com ele, quem não dedica livros, quem não recorta artigos, quem não chateia com o fato de o seu bem ser paquerado. Não tem namorado quem ama sem gostar; quem gosta sem curtir; quem curte sem aprofundar. Não tem namorado quem nunca sentiu o gosto de ser lembrado de repente no fim de semana, na madrugada ou meio-dia de sol em plena praia cheia de rivais.               Não tem namorado quem ama sem se dedicar; quem namora sem brincar; quem vive cheio de obrigações; quem faz sexo sem esperar o outro ir junto com ele. Não tem namorado quem confunde solidão com ficar sozinho e em paz. Não tem namorado quem não fala sozinho, não ri de si mesmo, e quem tem medo de ser afetivo. Se você não tem namorado porque não descobriu que o amor é alegre e você vive pesando duzentos quilos de grilos e de medo, ponha a saia mais leve, aquela de chita, e passeie de mãos dadas com o ar. Enfeite-se com margaridas e ternuras, e escove a alma com leves fricções de esperança. De alma escovada, e coração estouvado, saia do quintal de si mesmo e descubra o próprio jardim. Acorde com gosto de caqui e sorria lírios para quem passe debaixo da janela.

Ponha intenções de quermesse em seus olhos e beba licor de contos de fada. Ande como se o chão estivesse repleto de sons de flauta e do céu descesse uma névoa de borboletas, cada qual trazendo uma pérola falante a dizer frases sutis e palavras de galanteira: Se você não tem namorado é porque ainda não enlouqueceu aquele pouquinho necessário a fazer a vida parar e de repente parecer que faz sentido. Enlou-cresça.”

Parabéns a Claude Lelouch

Recordo aqui, por ocasião do seu aniversário, o filme "Um homem e uma mulher" de Claude Lelouch, cineasta da "Nouvelle Vague", o qual tanto êxito teve na altura da sua estreia em 1966. Ficou famosa a sequência final num travelling circular que aqui trago:

Completo com uma breve referência a este movimento, cujos cineastas mais relevantes são Jean-Luc Godard, François Truffaut, Alain Resnais, Jacques Rivette, Claude Chabrol, Eric Rohmer e Agnès Varda, muitos deles ligados, como críticos à revista "Cahiers du Cinema".

"As características mais marcantes deste estilo são a intransigência com os moldes narrativos do cinema estabelecido, através do amoralismo, próprio desta geração, presente nos diálogos e em uma montagem inesperada, original, sem concessões à linearidade narrativa. Os autores desta nova forma de filmar detestavam muitos dos grandes sucessos caseiros do cinema francês"

Nos Estados Unidos, e não só, fez-se notar a influência deste movimento, nomeadamente nos filmes de Francis Ford Coppola, Brian De Palma, Martin Scorsese e George Lucas, renderam homenagem à vaga que começou a frutificar com o Bonnie and Clyde de Arthur Penn.


PASTORÍCIA

Junto duas fotografias que registei recentemente, (foto 1 e  foto 2) nas imediações da Ponte do Rol, junto a uma ponte que, segundo me disseram no local, pertence também à freguesia da Bordinheira. Não sei se seria este o sítio que deu origem ao nome da Freguesia uma vez que " o nome de Ponte do Rol deve a sua origem à passagem de um dos reis portugueses por aquele lugar, ao qual pedindo-lhe o povo que lhes mandasse fazer uma ponte sobre o rio Sizandro, ele prometeu-lhes que sim, tornando o povo na despedida a lembrá-lo, ao que ele respondeu "vai na ponta do rol".(Wiquipedia) Curiosamente, foi junto a uma ponte sobre o rio Sizandro, (a qual,  segundo me disseram no local, pertence a duas freguesias), que fiz as fotografias.



Das várias Escolas por onde passei, de uma guardo excelentes recordações.
Feita de barracões podres, de tabopan ou coisa parecida, com a Curraleira de um lado e a Picheleira, bairro antigo, do outro.
O Fernando Martins, que foi gente importante no Benfica, tentou (e conseguiu) que os autocarros da Carris que embandeiravam Picheleira (nome feioso, que ainda por cima se confundia com Curraleira!), passassem a dizer Olaias, o bairro que então construía para a alta burguesia da época.
Em frente da Escola morava uma pequena comunidade cigana que nunca causou problemas, àparte pequenas, mas raras,  quezílias familiares.
Volta não volta aparecia por ali a policia especializada para resolver conflitos a Sul e levar os traficantes para residências de pequena duração! Nessa ocasiões o portão da Escola fechava-se  e ninguém podia entrar, nem sair, porque, por vezes, havia balas a assobiar. Isso motivava contratempos, especialmente a quem tinha que ir buscar as crianças aos infantários ou programado um cineminha, um encontro ou coisa parecida!...
Este quadro nunca me perturbou e foi o melhor período da minha vida escolar. Dez anos ali estive. É certo que era dos poucos que tinha boas condições de trabalho, num grande Pavilhão gimnodesportivo, mas isso pesava pouco na balança.
A Escola chamava-se Cesário Verde, já não existe
O Cesário ficará.
Sempre.
Aqui o deixo para quem ama a Poesia


POR QUE NINGUÉM FALA DISTO ?

Dos solitários estacionamentos para bicicletas espalhados pela cidade e que não têm qualquer utilidade.
Das obsoletas marcações da Ciclovia das Escolas, e da ridícula sinalização vertical nos passeios da Henriques Nogueira  (Já alguém viu um ciclista a subir ou descer por ali?)
Da Ciclovia do Barro (uma alternativa ao automóvel, está escrito) a que só o parceiro Belmiro deu (por contrapartida) alguma importância, cujo traçado, depois de abalroar na entrada do parque do Sporting (uma autêntica espelunca ) termina abruptamente na  Expotorrres devido às obras do Terminal Rodoviário.
Para que serve este mamarracho?
Do Caminho Rural  Expotores - Foz do Sizandro (uma mais valia para os agricultores) é disso que se trata, mas pomposamente apelidada de "Ecopista do Sizandro" ... a primeira  ecopista do concelho", ( também está escrito ) e, nem assim, correctamente sinalizada.
Dos moribundos "placards" informativos  colocados na Expotorres,  a aguardarem apodrecimento definitivo.
Da inclusão da Ciclovia das Escola e da "Ecopista", no site da C.M. debaixo  das saias das "Agostinhas.
Do Programa das Ciclovias, luxuosamente propagandeado na Revista Municipal e que apenas serviu para inaugurar a primeira em 22 de Setembro de 2008, com a presença de padrinho ciclista e de todos os dirigentes. A primeira de um programa que inclui mais cinco (com padrinhos em lista de espera) e que deverá estar concluído em 2015.
Das duas (! ) passadeiras em tela para cegos na Henriques Nogueira. Se não tivessem posto nenhuma nem davam nas vistas...
Então o Plano de Mobilidade é só Automóveis,  Agostinhas, Bandeiras, Prémios, Discursos, Cidades inteligentes ....
 Não terá aqui cabimento a popular expressão de se ter andado a "atirar dinheiro à rua"?
 Junto alguma fotos que mostram PORQUE NINGUÉM FALA NISTO.

Estilo minimalista bem enquadrado no local. Cores suaves e pinos anti -vandalismo

Caminho da ciclovia

Miseria.   

 Vestígio 

Até a sinalização desapareceu

Não há Uma passadeira em toda a via

Nem a pé sede ir ver a morte lenta

Termino com mais uma esperançosa e inocente mensagem do Presidente da C.M.

"Há 40 anos atrás eram inúmeras as pessoas que se deslocavam de bicicleta para Torres Vedras, nomeadamente para a “Casa Hipólito” e para o “FAS”, sem ciclovias nem problema algum.
Daí para cá assistimos ao primado do automóvel que é rei e senhor do espaço público, seja ele qual for, inclusive dos passeios.
Não pode ser.
Temos de contrariar esta tendência.
A Câmara Municipal de Torres Vedras está a trabalhar nesta área com os melhores especialistas"


Conversa breve e proveitosa em Santa Cruz

Vou regularmente a Santa Cruz e estaciono o meu carro numa Praceta que outrora teve o nome de Dina Pereira, s.e. Como sempre vem acontecendo saio pelo lado contrário por aquele por onde entro, deixo a zona de parqueamento, viro à direita, entro na via principal, dou a volta à rotunda e rumo a Torres. É isso que a C.M. quer que eu faça e não é por discordar que tenho deixado de o fazer. Hoje foi dia de nova visita. Pelo caminho fui pensando que iria mudar a minha estratégia. Quando cheguei à rotunda dos anzóis já havia tomado a decisão de seguir em frente, para o Posto da GNR. Apenas queria saber se seria multado se "desobedecesse" ao sinal que a CM lá colocou, isto é, sair por onde entrei. Face às dificuldades em me fazer entender com a sra agente da recepção, fui aconselhado a esperar, o que fiz. Não tardou que dois agentes me tivessem seguido até ao local do disparate. Não tardou igualmente que ficassem a saber que a localidade onde prestam serviço, à semelhança, aliás, de todas as do concelho, faz o pleno de asneiras em matéria de sinalização de sentidos únicos de trânsito. Não tardou, finalmente, que ficassem esclarecidos e concordantes que, pelo menos em Santa, serei um privilegiado desobediente. Pedi-lhes para darem conhecimento ao Comandante do Posto P.S. Creio que a Praceta se chama Antero de Quental

Instantes de uma Assembleia Municipal em Torres Vedras


Dia 20 de Junho de 2014

Um Presidente de Assembleia Municipal de alto gabarito.

Uma Torres Vedras/Antes Parque Verde (APV),
Uma Torres Vedras/Depois Parque Verde (DPV).

Uma obra por todos apreciada,
onde não faltaram os habituais treinadores de bancada.

Cidade que se diz
ter a terceira maior feira generalista do País.

Festa de torrienses e limítrofes
em identificação indiferenciada e transversal
mais patente  na feira que no Carnaval mais português de Portugal.

Cidade onde se anda cada vez mais a pé em qualquer idade,
Não tardando que do Parque Verde
passando pelo Choupal
se possa dar a volta à cidade.

Cidade que não tem vitrinistas mas vai ter,
Que não tem pessoal para a biblioteca e não vai ter.

Que  tem rotundas que servem mais para circular
que enfeitar.

Moções que não o são,
Propostas que também não.
Um P.A.M paciente e pasmado
com a ignorância,
Um P.C.M. intranquilo e exaltado
com a falta de inteligência.

O Carnaval de Torres Vedras, o mais português de Portugal
a trocar o passo às marchas de Sto Antônio,
As marchas mais portuguesas de Portugal

E eu, depois de tudo isto, a lembrar-me do Pessoa:

 
http://arquivopessoa.net/typographia/textos/arquivopessoa-2978.pdf













O Forum da Câmara Municipal é dos munícipes

Em 27 de Março de 2014,  Carlos Miguel, Presidente da Câmara e membro do Forum do Site da CMTV, escrevia:

 O "Forum" é dos municípes, dos cidadãos, não é um meio de informação ou comunicação da Câmara Municipal. Naturalmente que elementos com responsabilidade pública no Municipio comentam ou intervêm, mas fazem-no sempre a título pessoal, não vinculando o coletivo.Logo e naturalmente a Câmara Municipal nunca intervem nem intervirá no "Forum".
Cumprimentos

Por discordar de tal esclarecimento, dei a minha opinião:

Que eu saiba o “Forum” só aceita inscrições individuais, o que me leva a concluir que todas as intervenções do forista  Carlos Miguel não devem extravasar o limite da individualidade, o que não vem acontecendo.  E nem será necessário  trazer aqui exemplos disso.
Curiosamente, a citação mostra-o.   Aceitar-se-ia  que fosse subscrita por um Moderador do site (que deveria, quanto a mim, existir) ou mesmo pelo Administrador, que, creio, existe.
Subscrevendo-a, poder-se-á deduzir que  Carlos Miguel, enquanto forista,  está muito bem informado,  ao dizer  que “a Câmara nunca intervém, nem intervirá no “Forum”.
O “Forum”  é de todos, claro, Carlos Miguel incluído, mas dissociá-lo da função de Presidente da Câmara, não só poderá, eventualmente, inibir  os restantes foristas de participarem, como tornará  inócuas as intervenções do próprio  Carlos Miguel, enquanto forista.




                          
      Um investimento muito útil para a Câmara Municipal de Torres Vedras
                                               
                                                             http://goo.gl/W9svBW

Amarelos

As marcações amarelas em algumas das ruas da cidade fazem-me lembrar os meus tempos de Escola em que era conferida atenção especial a alunos com dificuldades de aprendizagem:

Em situações de estacionamento, proíbe-se, reproibe-se e, casos há, com recurso, ainda, a outros métodos adicionais.

Chegou agora a vez da rua Henriques Nogueira, com duas situações muito curiosas, para além da duplicações informativas:

- Uma proibição em ziguezague. em frente à Escola, a Poente, destinada aos segundafilistas. Trata -se , aqui, de uma excepção. Não há lugar a duplicação, há inovação, criatividade, originalidade por parte da CM.
Estacionar em segunda fila é proibido, mas a CM acha que é preciso lembrar os automobilistas que assim é. E pinta. Pedagogia, em seu entender. Seja.
É de esperar que esta medida venha a ser extensiva a outras  ruas da cidade, nomeadamente a Santos  Bernardes (em frente à pastelaria M.), a José de Bastos, a Primeiro de Dezembro, a avenida da Várzea, a avenida Humberto Delgado, a Princesa Benedita (Nascente), a Venerando de Matos, do lado interior da Ciclovia (!) , Raúl Proença e outras mais ...

- Sinal vertical de proibição de "parar e estacionar"das 9 às 19 + amarelo em ziguezague ( este último sinal está errado, é só de estacionamento, mas a C.M. não sabe) em toda a zona das escolas, com excepçâo para transportes escolares e C&D.   Trata-se de uma bolsa de C&D (!) numa via de trânsito (há outras na cidade) cuja largura, por reduzida, leva os automobilistas a estacionar com 2 rodas em cima do passeio, ocupando o espaço da Ciclovia das Escolas. Um contra-senso. Como por ali estacionam os TUT e outros transportes escolares, a Câmara autoriza que estacionem parcialmente em cima do passeio (está lá o sinal de BUS), com os riscos daí decorrentes para peões e ciclistas.
A CMTV no seu melhor!!!


P.S. O Mapa D das "Bolsas de Estacionamento " não prevê estacionamento nem bolsas de C&D no lado direito da rua!


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O Regulamento de Trânsito e a Barraqueiro


Em 15 de Novembro de 2013 diz o Vice-Presidente da C.M. à Agência Lusa:

“Ao longo dos próximos dois meses vamos reconverter os 25 parquímetros antigos e, até Janeiro, instalar os restantes para ter o sistema integrado de estacionamento a funcionar na íntegra até ao final de Março” 

17 Fevereiro 2014 diz o forista Carlos Miguel, no Forum do site da CMTV

“Continuamos (!) a negociar com a Barraqueiro Oeste a passagem das "diretas" ou a totalidade das carreiras para o Parque Regional de Exposições e as mesmas têm corrido bem.
Temos (!) consciência que sem este problema resolvido, o Regulamento não pode entrar em vigor na sua plenitude.
Cumprimentos”


Em Novembro era em Março, na íntegra, sem  Barraqueiro.

Surge Fevereiro  e não há plenitude sem Barraqueiro.

Depois Março e  Abril, sem alargamentos, sem parques, sem parquímetros,

Sem acordo com Barraqueiro.


Veja-se só a importância da Barraqueiro

que faz parar o Regulamento

 por inteiro.

Que "narrativa"!!!

Cumprimentos
O que eles disseram:

“Ao longo dos próximos dois meses vamos reconverter os 25 parquímetros antigos e, até Janeiro, instalar os restantes para ter o sistema integrado de estacionamento a funcionar na íntegra até ao final de Março” (Declaração do vice-presidente da Câmara, Carlos Bernardes à agência Lusa, transcrita no jornal “Badaladas  de 15 de Novembro de 2013)
Como não se passou ainda da dita reconversão, como as áreas de estacionamento gratuito ainda não são parques, como há ruas sem marcações de estacionamento, tudo leva a crer que o sistema integrado de estacionamento não irá funcionar na íntegra na data prevista.

Escrevi isto em 18 de Março deste ano no site da  CMTV

Meu dito meu feito! Março já lá vai e a cidade continua como sempre: um palco de actores medíocres e irresponsáveis numa peça sem encenador onde cada um improvisa à sua maneira.

Esquece-se que o Regulamento de Trânsito não deixou de existir pelo facto de se pretender a sua actualização e é incompreensível que não se perceba que depois de tantos anos de péssimas habituações, não se introduzam medidas drásticas de fiscalização, como seja, os bloqueadores. Acresce que tarda a entrada em funções dos novos elementos de fiscalização.

A necessidade de um período de sensibilização face ás novas medidas do Regulamento, (como já foi dito), para além de protelar a sua  entrada em vigor, corresponderá a um aval à indesculpável  ignorância dos automobilistas.

Não me parece que haja lugar a tolerar por mais tempo comportamentos de pessoas que não respeitam as exigíveis regras de convívio social e, tudo o indica, teimarão em ignorá-las.
A fotografia em baixo mostra o mau exemplo de cidadãos com responsabilidades acrescidas.
Quem educa quem?