Das várias Escolas por onde passei, de uma guardo excelentes recordações.
Feita de barracões podres, de tabopan ou coisa parecida, com a Curraleira de um lado e a Picheleira, bairro antigo, do outro.
O Fernando Martins, que foi gente importante no Benfica, tentou (e conseguiu) que os autocarros da Carris que embandeiravam Picheleira (nome feioso, que ainda por cima se confundia com Curraleira!), passassem a dizer Olaias, o bairro que então construía para a alta burguesia da época.
Em frente da Escola morava uma pequena comunidade cigana que nunca causou problemas, àparte pequenas, mas raras,  quezílias familiares.
Volta não volta aparecia por ali a policia especializada para resolver conflitos a Sul e levar os traficantes para residências de pequena duração! Nessa ocasiões o portão da Escola fechava-se  e ninguém podia entrar, nem sair, porque, por vezes, havia balas a assobiar. Isso motivava contratempos, especialmente a quem tinha que ir buscar as crianças aos infantários ou programado um cineminha, um encontro ou coisa parecida!...
Este quadro nunca me perturbou e foi o melhor período da minha vida escolar. Dez anos ali estive. É certo que era dos poucos que tinha boas condições de trabalho, num grande Pavilhão gimnodesportivo, mas isso pesava pouco na balança.
A Escola chamava-se Cesário Verde, já não existe
O Cesário ficará.
Sempre.
Aqui o deixo para quem ama a Poesia


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